sábado, 6 de setembro de 2008

Coca e cocaina em alta

A safra de folha de coca na região andina cresceu 18% nos últimos cinco anos.Já a produção de cocaina, de acordo com recente relatório da ONU, soma 1.100 toneladas por ano,um aumento de 200 mil em relação à década de 90.
Os Estados Unidos levaram adiante um caríssimo programa anti-drogas que chegou a gastos de 4 bilhões de dólares nos mesmos cinco anos passados.Os resultados do investimento ,porém,são pobres ,mesmo por que a demanda dos mercados consumidores continua firme.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A classe média na América Latina

A CEPAL de divulgar sua previsão de crescimento para a América Latina em 2009: uma queda de quase um ponto percentual ,de 4.7% estimados para 2008 para 4% .O estudo afirma que - embora a região esteja melhor equipada do que nunca para resistir a impactos negativos de fatores externos- o crescimento daqui para a frente vai depender muito dos preços das “commodities” internacionais.Aponta também para os riscos de que os recentes avanços no combate à pobreza sejam comprometidos ,com consequências sociais importantes.
Se a classe média cresceu nos últimos anos na América Latina – e no Brasil em particular- ela ainda é relativamente pequena em comparação com os países do Primeiro Mundo. A ameaça maior que enfrenta está no retorno da inflação , sobretudo dos preços dos alimentos, e na reversão de outros fatores positivos que permitiram sua expansão.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Eleições em Angola

Angola vai realizar amanhã sua primeira eleição desde 1992, quando o presidente José Eduardo ganhou no primeiro turno, derrotando Jonas Savimbi.Desta vez, porém, serão eleições parlamentares destinadas evidenciar que o país vai-se distanciando irreversivelmente das turbulências da guerra civil e vive um momento de expansão econômica.Não há risco para o MPLA , partido no poder desde a independência em 1975 mas ,de todo modo, será interessante verificar o grau de abertura política que ocorre depois da bonança do petróleo.
Angola tem hoje uma influência internacional sem precedentes graças à demanda por seu petróleo, um dos poucos que não apresenta uma geografia perigosa e um quadro político complicado.O governo de José Eduardo dos Santos sairá destas eleições fortalecido em termos de sua influência regional e sua política externa. O país é um dos mais promissores da África pois ,além do petróleo, tem uma população pequena, terras excelentes e boa aceitação internacional.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Cesarismo à boliviana

Como eu havia previsto,Evo Morales declarou a decisão do Superior Tribunal Eleitoral " sem validade". Como convocar um referendo é obviamente um assunto eleitoral ,a Corte estava no seu papel ao decretar a ilegalidade da convocação do referendo por decreto presidencial ,sem que o Congresso fosse ouvido.
Mas o Congresso não convém a Evo por que seu partido não controla o Senado.Assim contrariado
o presidente boliviano deturpa as instituições e dá mais um passo no caminho "chavista" de conspurcar a democracia boliviana.

A escolha de Palin foi um tiro no pé

Em menos de uma semana ,Sarah Palin já se tornou um passivo para McCain.Teve que desaparecer do noticiário depois de acusações de má gestão no Alasca e questões sobre sua filha
grávida.Mas o problema principal não é Palin mas sim o que sua escolha vai evidenciando:
1) McCain jogou pela janela seu trunfo mais forte -a experiência - ao escolher para vice e potencial sucessora uma pessoa absolutamente inexperiente em assuntos militares e relações internacionais.
2) As acusações contra Sarah Palin revelam que sua escolha foi precipitada e a pesquisa sobre antecedentes insuficiente
Fica cada vez mais claro que ao tentar um golpe de mestre ,McCain deu um tiro no pé.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Evo Morales radicaliza

Evo Morales continua em seu curso de destruidor da democracia boliviana. Empolgado com sua vitória no referendo revocatório, não segue a caminho mais construtivo mas o da confrontação.Assim quer convocar por decreto um referendo para aprovar a constituição que foi votada apenas pelo seu partido e dentro de um quartel militar.
Porém , o bastião democrático que resta , a Suprema Corte, está dizendo não a este caminho e preconizando a submissão do projeto ao Congresso.Resta a ver se Evo vai preferir radicalizar passando por cima da Corte.Como discípulo de Chavez , o mais provável é que faça essa opção, violentado a democracia boliviana que já tem mais de vinte anos.Em lugar de valer-se de sua ampla vitória no referendo para promover o entendimento e ,se possível a conciliação, o presidente boliviano prefere sempre o enfrentamento.

Turbulências no Paraguai

O presidente Lugo nem completou um mês de mandato e já começaram as turbulências.
Não é claro , visto de longe, se as alegações de tentativas de desestabilização das forças armadas têm fundamento.Sequer se compreende a quem interessa promove-las ou divulgá-las.
Mas ,seja como for, deve haver fogo por trás desta fumaça.
Como foi comentado aqui neste blog,Lugo terá grande dificuldade para sobrepujar os obstáculos que os colorados e seus firmes aliados militares porão à sua frente.A menção do nome do eterno golpista Oviedo não será invenção do presidente paraguaio